LIBERTADORES E COPA DO BRASIL.
O São Paulo continua na mesma toada.
Não joga o futebol dos sonhos, mas é eficiente.
Muricy diz que o time tem “pegada” de Libertadores.
Resta saber se será suficiente para ganhar a competição.
A verdade é que o repertorio é limitado.
Bolas alçadas na área para as conclusões de Adriano.
Por enquanto tem funcionado, até quando?
O Fluminense, ao contrário do São Paulo, faz o que dele se espera.
Vence e convence.
O time de Renato Gaúcho tem qualidade para chegar longe na Libertadores, mesmo sem ter a tal da “pegada” da competição.
Afinal, o mais importante, é jogar bom futebol, e nesse ponto o Flu tem correspondido.
Sobrou ao Palmeiras contra o Central de Caruaru, o que faltou ao Botafogo contra o River do Piauí.
O time de Luxemburgo está pronto para as conquistas.
O time de Cuca, ainda está em fase de maturação.
No caso botafoguense, a péssima condição do gramado, explica, mas não justifica o mau futebol.
Os dois times irão passar a próxima fase.
O Palmeiras tem mais condições técnicas de chegar mais longe.
O Grêmio se complicou contra o Atlético de Goiânia.
Nada que possa preocupar.
O time gaúcho é formatado para esse tipo de competição.
E vai avançar às próximas fases mesmo que aos trancos e barrancos.
Náutico, Portuguesa ,Paraná,Goiás, Criciúma e Juventude avançaram, mas não devem ter vida longa.
Hoje Vasco e Corinthians devem confirmar o favoritismo na competição que é a mais interessante do futebol brasileiro.
PARABÉNS!!
Hoje é aniversário de um dos clubes de maior tradição do Brasil.
No dia 02 de Abril de 1911 era fundado o Guarani Futebol Clube.
Campeão Brasileiro de 1978.
Representante da metade verde branca apaixonada de Campinas.
Bugrinos que neste momento não tem muito que comemorar além do orgulho e amor por um clube de tantas glórias.
O Guarani atravessa o pior momento dos 97 anos de história.
Em campo, o time bugrino corre um sério risco de novamente ser rebaixado para a segunda divisão do campeonato paulista e sem vaga garantida sequer na série C do campeonato brasileiro.
Fora das quatro linhas, uma dívida exorbitante de quase 100 milhões de reais.
O clube paga o preço de anos de incompetência administrativa; e sangra por conta de gente despreparada e absolutamente desrespeitosa com o maior patrimônio do clube: a torcida bugrina.
Soluções de urgência e desespero surgem neste momento.
O projeto polêmico de venda do estádio Brinco de Ouro da Princesa e consequentemente a quitação das dívidas pode ser o único caminho para evitar a extinção de um clube tão glorioso.
O Guarani é glorioso por motivos incontáveis.
Campeão brasileiro de 1978, campeão brasileiro da taça de prata em 1981, vice-campeão brasileiro duas vezes (1986 e 1987), vice-campeão paulista em 1988.
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Celeiro de ótimos jogadores.
Estiveram no Guarani, atletas que passaram a ser reconhecidos mundialmente, como Zenon, Amaral, Careca, Evair, Amoroso, Luizão e muitos outros.
Para o bem do futebol, o Guarani precisa se recuperar.
Parabéns à família bugrina.
Parabéns ao torcedor bugrino que leva sempre consigo a bandeira do verde branco, símbolo de um amor incondicional.
Avante! Avante! Bugre.
Há muita gente vibrando por ti.
Na vitória ou na derrota, hoje e sempre Guarani.
MAIS DO MESMO.
Nada de novo no Vasco da Gama.
Para os mesmos problemas, as mesmas soluções.
Nada contra a Antonio Lopes.
Talvez seja mesmo o experiente delegado o mais talhado para trabalhar em São Januário, terreno onde conhece todos os buracos.
O fato é o que Vasco precisa de “sangue novo”, gente nova, novos ares, e acima de tudo nova mentalidade.
Há tempos que o clube cruz maltino não é levado a sério. E nem poderia.
O que passou, passou e não adianta remoer o passado de equívocos administrativos.
Do mesmo jeito que Romário nunca foi técnico, Alfredo Sampaio também não era o nome ideal para comandar um clube de gigantesca tradição.
O fato é que o problema passa menos pelo comando técnico e muito pela mentalidade administrativa do clube.
Qual foi o último grande time do Vasco?
Talvez aquele de 2000, vice do campeonato mundial?
Lá se vão oito anos.
O tempo passou e os ídolos continuam os mesmos.
Romário, Edmundo, Beto...
O novo técnico é um velho conhecido, o presidente é o mesmo de sempre, a torcida continua gigante e apaixonada, mas os títulos...
O Vasco precisa voltar a pensar grande.
O torcedor está cansado de bravatas e retórica desnecessária.
Quer um time forte que possa ser respeitado pelos adversários.
Qual foi a última vez que o Vasco entrou num campeonato como favorito?
Pois é, faz tempo.
ROXO!
Sivaldo é porteiro do prédio onde moro.
È corintiano dos mais fervorosos.
Orgulha-se de propagar aos quatro cantos que é “corintiano roxo”.
Já comprou a nova camisa, a qual veste com orgulho, mesmo sob a gozação de outros torcedores.
Hoje pela manhã, Sivaldo, vestido de roxo, de olhos atentos às páginas esportivas me perguntou:
O Sr. acha mesmo que o Santos vai entregar o jogo para a Ponte Preta para prejudicar o Corinthians?
Respondi que é inimaginável que nos tempos de hoje, no futebol profissional, com a fiscalização de todas as câmeras de televisão, algo nesse sentido possa ocorrer.
Além disso, disse a ele, que o Santos, embora não tenha mais chances no campeonato paulista, é um time cuja história é conhecida no mundo todo e jamais iria manchar a reputação.
Sivaldo me olhou com desconfiança e disse:
-Não sei não, os santistas odeiam os corintianos, certamente irão entregar o jogo para nos prejudicar.
Este certamente será o assunto dominante nas rodas entre corintianos e santistas durante toda a semana até minutos antes da rodada final e decisiva do campeonato paulista.
Para o Corinthians conseguir a classificação às semifinais da competição terá que vencer o Noroeste em Bauru e torcer para o Santos pelo menos empatar com a Ponte Preta na Vila Belmiro.
Disse a Silvado que se preocupasse primeiro com o próprio Corinthians, tendo em vista que não será fácil fazer a sua parte, ou seja, vencer o Noroeste.
O Corinthians não é um time confiável. Falta qualidade a equipe de Mano Menezes.
É claro que o Santos não irá “entregar” o jogo para a Ponte Preta.
Tal raciocínio faz parte do imaginário do torcedor, mas não sobrevive a uma análise mais coerente do ponto de vista profissional.
É evidente, no entanto, que os ânimos santistas não são mais os mesmos.
Além de não ter mais chances matemáticas de classificação no Paulista, o time de Leão terá compromissos importantes pela Libertadores.
Será razoável, portanto, que o técnico opte por poupar alguns jogadores.
E mesmo que jogue com força máxima contra a Ponte Preta, há de se ressaltar, que a Macaca de Campinas é um adversário duro a ser batido, um time bem montado, de qualidade, que irá encarar o jogo da Vila Belmiro como verdadeira decisão de campeonato.
Isso posto, a tendência é que a Ponte Preta consiga a classificação.
A conversa deixou Sivaldo chateado por alguns minutos.
Logo recuperou-se e sentenciou:
- Já estou acostumado.
- Com o Corinthians tudo é mais difícil.
E continuou.
-Agora uma coisa é certa, se a gente se classificar, ninguém segura mais!
- o Corinthians cresce nas finais!- disse Sivaldo, orgulhoso de ser um sofredor, confiante no milagre de São Jorge e elegantemente vestido de roxo.
ROXO OU VERDE LIMÃO?
Você prefere roxo ou verde limão?
É apenas uma questão de preferência, e nesse caso, gosto não se discute.
Não quero colocar em discussão qual camisa é mais bonita, se a do Palmeiras ou a do Corinthians.
Não seria insano o suficiente.
O que proponho, e relutei em propor a discussão, com o cuidado de não ferir suscetibilidades, é a importância da criação de uma camisa alternativa e conseqüentemente as cores que a mesma deve respeitar do ponto de vista da tradição.
Na Europa o uso da terceira camisa é tradicional.
Na verdade o que acontece em alguns clubes como o Barcelona, por exemplo, é o lançamento de uma camisa alternativa diferente em cada temporada, usada sempre e exclusivamente em jogos fora de casa, na disputa de competições importantes como a Copa dos Campeões.
Como vivemos num país onde nada se cria e tudo se copia nos deparamos então com a criação da terceira camisa.
Do ponto de vista do marketing tudo certo.
A terceira camisa significa um produto novo no mercado à disposição dos consumidores apaixonados, fonte de renda inteligente para os clubes tão prejudicados com a pirataria.
Do ponto de vista técnico, em alguns casos há até uma explicação.
Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians me explicou que a criação de uma terceira camisa, além da questão financeira, é necessária porque em jogos fora de casa o Corinthians é obrigado a jogar com a camisa preta sob o calor de 40 graus no verão, o que causa uma queda no rendimento físico, segundo ele dados provados por estudos.
O adversário sabendo disso usa do seguinte expediente: o Marília, por exemplo, tem o uniforme azul, mas, quando joga contra o Corinthians em Marília, e como mandante do jogo tem o direito por regulamento de escolher o uniforme, escolhe o uniforme dois, ou seja, o branco, e obriga o Corinthians a jogar com o uniforme preto.
Com a existência de uma terceira camisa o clube teria nesse caso a opção de usá-la em detrimento dos outros uniformes o que eliminaria o problema.
Mas a questão polêmica é:
Qual a cor que a camisa alternativa deve ter?
As cores precisam respeitar a tradição do clube?
Na Europa, a maioria das camisas alternativas, não respeita as cores tradicionais dos primeiros uniformes.
E é essa a intenção. Uma camisa completamente diferente das outras.
Aqui no Brasil há uma certa resistência às novidades.
A camisa verde limão do Palmeiras caiu no gosto da torcida. Garantia de vida longa para o novo uniforme.
A camisa laranja do Fluminense foi um sucesso entre os torcedores, embora jamais tenha sido usada pelo time.
A camisa roxa do Corinthians causa discórdia.
O marketing alega que só o corintiano é roxo.
O corintiano roxo, de raiva, diz que o Corinthians é preto e branco e que as cores não têm nada a ver com a tradição do clube.
Há também o supersticioso que diz que na estréia de um novo uniforme o Corinthians dificilmente vence.
Ou seja, independentemente de bom gosto, a nova camisa só irá se perpetuar em caso de vitórias com o novo uniforme.
E você, o que prefere? Roxo ou verde limão?
VAI PEGAR FOGO!!
Escrevi no dia 24/03, que se tivesse que apostar ,cravaria na classificação de Guaratinguetá, Palmeiras, Ponte e São Paulo para as semifinais do Paulistão.
A projeção foi feita há 3 rodadas do fim.
Tenho o direito de mudar de opinião até porque não sou burro, muito menos visionário.
Depois da rodada do meio de semana a Ponte Preta acabou se complicando. O empate contra o Rio Claro foi péssimo para a Macaca.
O Guaratinguetá que venceu o Mirassol fora de casa e o Palmeiras que venceu a Portuguesa, se não matematicamente já estão praticamente classificados.
Na prática, quatro equipes ainda brigam por duas vagas.
A Ponte vai jogar contra o Noroeste em Campinas e contra o Santos na Vila Belmiro.
O São Paulo pega o Bragantino em Bragança e o Juventus no Morumbi.
O Corinthians enfrenta o Marilia em casa e o Noroeste em Bauru.
E o Santos pega o Rio Claro fora e a Ponte na Vila Belmiro.
A tendência é que São Paulo, Corinthians e Santos tenham cem por cento de aproveitamento.
Se isso acontecer São Paulo e Corinthians irão se classificar.
É tudo no campo da teoria e das probabilidades.
O fato é que pegou fogo !!!
POR QUE O SÃO PAULO NÃO É MAIS O MESMO?
O time de Murici Ramalho perdeu uma das principais características. : a forte marcação na saída de bola do adversário.
Por isso, o São Paulo tinha uma defesa tão sólida. A marcação começava lá frente com os atacantes.
Para que esse tipo de marcação seja eficiente são necessários um ótimo condicionamento físico e jogadores com características de “caçar” o adversário.
Era o caso de Leandro, por exemplo. Exercia uma função tática das mais importantes no time do São Paulo. Além da marcação na saída de bola do adversário, Leandro era uma espécie de faz tudo, atacava e defendia, e ajudava na marcação do meio campo.
Outro jogador importante no “abafa” da defesa adversária é Aloísio, que saiu do time para a entrada de Adriano.
O atual São Paulo de Adriano não é tão bom quanto o tricolor de Leandro, o que não significa que não seja eficiente.
Existem várias maneiras de se montar uma equipe de futebol, vários sistemas táticos. O segredo é saber encaixá-los de acordo com as características dos jogadores.
Murici sabe que o São Paulo não tem jogado bem, o que não chega a ser preocupante, tendo em vista, que o time consegue os resultados, ou seja, é eficiente.
O São Paulo tem jogadores com qualidade suficiente para “embalar” de uma hora pra outra.
Vai pegar no breu. É uma questão de tempo.
Acredito na classificação do São Paulo para as semifinais do campeonato paulista e conseqüentemente na presença de um time forte e competitivo na fase mais importante da competição.
ESQUENTOU!
A vitória do Santos sobre o Corinthians aumentou de vez a temperatura das duas últimas rodadas do campeonato paulista na fase de classificação. A briga pelas quatro vagas das semifinais está cada vez mais quente.
Não fosse o empate da Ponte Preta com o Rio Claro, a derrota na Vila Belmiro teria sido um resultado desastroso para o Corinthians.
A briga ficou embolada e o Santos que pouca gente acreditava, confesso que era um dos descrentes, entrou de vez na disputa e com chances reais de conseguir uma vaga.
O clássico da Vila foi decidido nos detalhes. Não houve supremacia de um time sobre outro. Não teria sido surpresa, para quem viu o jogo, um 3x3, 4x4, ou até mesmo uma vitória corintiana.
A proposta do Santos era atacar, era o franco favorito, não tinha nada a perder.
O Corinthians entrou preparado para contra atacar. Conseguiu num primeiro momento, mas sofreu por erros individuais.
Perdigão teve uma atuação bisonha e comprometeu a equipe corintiana. O Corinthians precisa contratar um volante com urgência para jogar ao lado de Fabinho. Antes de se machucar, Bruno Octávio dava conta do recado. Perdigão e Bóvio não têm qualidade pra isso.
O time de Mano Menezes também precisa de um lateral direito e de um centro avante. Um camisa nove como Kleber Pereira que mais uma vez fez a diferença e soube aproveitar uma das poucas oportunidades que teve no jogo.
O Santos terá o Rio Claro fora e a Ponte Preta em casa. Se vencer os dois jogos estará classificado.
Não morro de amores por Emerson Leão, mas tenho que reconhecer o excelente trabalho que faz a frente do Santos. Um time limitado, mas extremamente guerreiro.
Sobre a arbitragem de Sávio Fagundes Filho:
Poderia ter marcado um pênalti do zagueiro Willian no começo do jogo. Mão na bola.
Não vi a falta de Fabinho em Betão no gol anulado do Corinthians, mas é bom lembrar que Sálvio é o mesmo árbitro que anulou o gol de Adriano do São Paulo, no clássico contra o Corinthians, em jogada parecida. Portanto não há do que reclamar pois pau que bate em Chico....
No gol da vitória do Santos houve uma trombada normal. Na minha interpretação não houve falta de Kleber Pereira sobre Carlão. Respeito quem pensa diferente.
SANTOS E CORINTHIANS.
Um clássico que completa 95 anos.
Será o jogo no qual irei trabalhar ao lado dos amigos Jota Junior, Mauricio Noriega e Tiago Leifert.
A expectativa é das melhores em relação a uma partida das mais emocionantes.
Trata-se de uma decisão. E nesse caso, tal afirmação não se caracteriza pelo lugar comum do futebol.
Embora a matemática dê chances de classificação para dez equipes, na prática, apenas seis times ainda brigam por quatro vagas à próxima fase.
Das cinco equipes, o Corinthians é o que se encontra em situação menos confortável, justamente, como diria Juvenal Antena, por ter o clássico contra o Santos.
O time de Emerson Leão é franco favorito, não tem nada a perder.
Há quatro rodadas, era tratado como desclassificado.
Depois de quatro vitórias seguidas poderá chegar ao milagre, se continuar vencendo até a derradeira partida.
Muito difícil, mas não impossível.
O Corinthians, caso não vença o Santos, poderá pagar pelos pontos desperdiçados contra o Juventus há duas rodadas, no empate no Morumbi.
Por essas, e por outras, é que o jogo será carregado de emoção.
A análise fria e calculada projeta uma partida equilibrada, tendo em vista que tecnicamente os dois times são muito parecidos.
Do lado do Santos, Kleber Pereira é sempre o jogador que pode fazer a diferença, desde que a bola chegue com qualidade em seus pés.
A criatividade santista ficará por conta de Molina, Wesley e Kleber, que deverão receber atenção especial dos corintianos.
Leão deve optar por Renatinho, muito melhor do que Sabastián Pinto. Com isso o ataque muda de característica e ganha em velocidade.
Mano Menezes deverá escalar Herrera ao lado de Dentinho. Se optar por Acosta terá grandes chances de ser derrotado.
A volta de Diogo Rincón é um ponto positivo, mas sozinho o meia atacante não poderá fazer muita coisa.
Para a bola chegar ao ataque será fundamental a participação dos laterais Carlos Alberto e André Santos.
Tudo é teoria.
Na hora em que a bola rola, uma série de detalhes podem fazer a diferença no resultado.
Por isso o futebol é tão fascinante.
FUTEBOL E NEGÓCIO
Aqui está mais um texto interessante do blog Futebol e Negócio do amigo Marcos Silveira.
O lançamento de terceiras camisas não é exatamente uma novidade em nosso mercado. Na verdade desde os anos 90 clubes como o Grêmio já utilizavam esse artifício para melhor explorar o potencial de consumo de seus torcedores. Palmeiras, Fluminense, Corinthians, Cruzeiro, entre vários outros, também seguiram esse caminho.
Ontem (24/03/08) o Flamengo lançou sua terceira camisa com um design retrô, usando as cores tradicionais e aludindo às suas origens como clube dedicado ao remo. Nada muito revolucionário, como se pode ver na foto acima (e no link abaixo), mas de qualquer maneira se trata de uma boa iniciativa que deve gerar um volume adicional de vendas para a Nike e, conseqüentemente, de royalties para o clube.
http://esporte.uol.com.br/album/080324flamengo_album.jhtm?abrefoto=1
Essa terceira camisa surge no momento em que o Flamengo negocia com a Nike uma rescisão contratual “amigável” utilizando-se do argumento de falhas nas entregas de material – o que, como já falamos em outros posts, não é nenhuma novidade; antes, é uma estratégia que pode ter ou não um fundo de verdade, já que a alegada falta de material muitas vezes é causada pelos próprios clubes – e nesse caso não cito especificamente o Flamengo – seja desviando material para “lojinhas” ou presentes a diretores e amigos, seja consumindo de maneira descontrolada a quantidade de itens prevista no contrato.
O que parece estar acontecendo de fato é a valorização mercadológica da camisa rubronegra através da concorrência. A Olimpykus oferece, segundo notícias (ou talvez rumores…), cerca de R$ 20 milhões anuais para o clube em lugar dos R$ 7 milhões pagos pela atual fornecedora. Seguindo parcialmente a estratégia da Nike para se consolidar no mercado, a marca gaúcha procura ter sob contrato os dois clubes com maior potencial de vendas de camisa do Brasil, que são Flamengo e Corinthians (que segundo informações veiculadas em jornais também teria sido alvo de sondagens da empresa).
A terceira camisa vem, portanto, em um momento conturbado na relação Nike e Flamengo, e talvez seja uma resposta da empresa aos diretores e torcedores, tentando mostrar algum tipo de iniciativa mercadológica e um objetivo de, concretamente, vender camisas e gerar royalties para o clube.
Camisa 2 da Juve - onde está o alvinegro?
Mais interessante do ponto de vista do potencial de vendas são, na minha opinião, as terceiras camisa do Corinthians (Nike, na cor roxa) e Santos (Umbro, na cor azul), ou a famosa camisa laranja do Fluminense (Adidas), usada por volta de 2001. Claro que mais uma vez nos veremos envolvidos na polêmica da tradição contra a mercantilização dos símbolos do clube, e mais uma vez argumentarei que clubes tão ou mais tradicionais da Europa (Barcelona, Arsenal e Juventus, para citar alguns) não demonstram esse apego declarado às suas cores nos segundos e terceiros uniformes. Mais que isso, a tradição, a história e a representatividade desses clubes são respeitadas, mais que nos símbolos, na gestão profissional, na clara definição dos objetivos corporativos (e não apenas esportivos) e no planejamento de negócios.
O link é:
http://futebolnegocio.wordpress.com/2008/03/20/ligado-no-torcedor/
Sou Jornalista há quase 15 anos. Me formei no rádio esportivo, o qual considero escola de grandes craques do Jornalismo. Além do microfone, sou apaixonado pelo jornalismo esportivo e pelo esporte, especialmente o futebol. Amo Itapira, minha cidade de criação no interior de São Paulo. Minha familia: Carlos , Zélia, Eduardo, Rogéria e Pietro. Tenho orgulho de fazer parte do time do Sportv e espero que me ajudem a fazer deste blog um espaço inteligente para o debate de alto nível.