SporTV

Zero KM

Carlos Cereto
  1. 02/05/2008

    QUANTO VALE UM TÍTULO ESTADUAL?

    É claro que vale muito.

    Respeito os que defendem o fim dos estaduais. Entendo argumentos prós e contras, mas confesso que gosto muito dos campeonatos domésticos.

    É pertinente a discussão sobre fórmula de disputa, número de clubes, tempo de duração.

    O que não coloco em discussão é a importância da competição estadual.

    É evidente que é mais importante conquistar a copa do Brasil do que o campeonato Paulista, por exemplo. A libertadores, então, nem se fala. Mas a comparação entre as competições é desleal.

    Cada qual tem a sua importância, cada qual tem o seu sabor, e suas peculiaridades.

    O que não faz sentido é desdenhar da competição regional com o argumento de que há competições mais importantes.

    No coração do torcedor há espaço para todas as competições.

    Vai dizer que o torcedor do Sport não está rindo à toa com a conquista do tricampeonato pernambucano?

    E o ABC, mais uma vez campeão no Rio Grande do Norte?

    E o Brasiliense campeão do Distrito federal?

    É claro que os torcedores dos clubes citados estão em festa. E outros estarão no fim de semana.

    Paulistas, cariocas, gaúchos, mineiros, baianos, catarinenses, goianos e paranaenses.

    Neste fim de semana, terão menos ou mais motivos para comemorar, gozar o amigo, o vizinho, o colega de classe ou de trabalho.

    A rivalidade doméstica é a semente do futebol.

    O campeonato estadual deve melhorar, evoluir, mas, nunca acabar.

    Na próxima semana começará o campeonato brasileiro, seguirá a copa do Brasil e a Libertadores.

    Cada qual com a sua importância.

    Nada que tire o sabor especial de ser campeão estadual.

  2. 01/05/2008

    FELIZ ANO NOVO!



    O ano de 2008, verdadeiramente, começou para o Corinthians na noite de 30 de Abril.

    Aliás, foi uma noite mágica para o corintiano.

    O time de Mano Menezes fez um jogo dos sonhos, onde tudo deu certo, desde os primeiros minutos.

    O clima das arquibancadas, 50 mil pessoas esquentaram o gelado Morumbi, contagiou os jogadores em campo e fez com que o Corinthians atropelasse o Goiás.

    Não deu tempo sequer para Caio Junior anotar a placa do caminhão corintiano.

    A goleada de 4x0 sobre o Goiás dá confiança ao time do Corinthians.

    Pela primeira vez na temporada, o time de Parque São Jorge venceu e convenceu.

    Os ‘“loucos”, tão judiados nos últimos tempos, puderam finalmente soltar o grito entalado na garganta.

    A classificação para a próxima fase da Copa do Brasil pode representar um divisor de águas na trajetória desse novo Corinthians.

    Um time que tecnicamente continua limitado,_ e que a goleada não sirva para maquiar as deficiências da equipe, mas que com a garra e disposição apresentadas e a força descomunal da arquibancada tem condições de sobra de conseguir o principal objetivo,que é o retorno para divisão de elite.

    Ainda falta ao Corinthians um lateral direito, um volante de melhor qualidade, um meia esquerda, um centro avante.

    Falta muita coisa.

    O que o time tem de sobra é o “calor humano” da Fiel torcida.

    E o grito da arquibancada faz a diferença.

  3. 29/04/2008

    ATÉ QUANDO?



    Vendo as imagens da confusão e da pancadaria envolvendo “torcedores” e
    Polícia Militar na venda de ingressos para a final entre Palmeiras e Ponte Preta me pergunto:

    Até quando o torcedor será tratado como gado? Não sei se vale a expressão, porque certamente, em determinadas circunstâncias, o gado tem um tratamento muito melhor.

    Até quando o torcedor abrirá mão do direito de ser tratado como consumidor?

    Até quando o torcedor irá se expor ao ridículo de ficar horas numa fila sem conseguir comprar um mísero ingresso, e depois perceber que há oferta nas mãos dos eternos cambistas por preços exorbitantes?

    Até quando o torcedor irá prestar-se ao papel de otário e freqüentar estádios sem o mínimo de segurança, higiene e conforto?

    Até quando o torcedor deixará o carro nas mãos dos flanelinhas?

    Até quando o torcedor se submeterá a ser saco de pancadas?

    Até quando o torcedor comum, homem de bem, permitirá ser colocado de lado em detrimento dos uniformizados?

    Até quando o torcedor fará papel de palhaço, com todo respeito aos sérios e competentes profissionais do circo?

    Será que ninguém mais tem o poder de indignação?


    O torcedor merece todo o respeito, mas antes de tudo é fundamental que se dê o próprio respeito.

    Até quando?

  4. 29/04/2008

    O SEGREDO ESTÁ NAS BEIRADAS.



    Matéria interessante da Folha de São Paulo mostra que o Palmeiras é o recordista em gols de cabeça no campeonato paulista.

    Foram 10 gols marcados pelo alto.

    O curioso é observar que para os padrões atuais, a média dos três titulares mais ofensivos da equipe (Valdivia, Kléber e Alex Mineiro) é bastante modesta (1,74 m).

    Alex Mineiro, com 1,75 m, marcou seis vezes dessa forma -divide o recorde da competição com o são-paulino Adriano, 1,90 m.

    O segredo é que o Palmeiras abusa dos cruzamentos. Segundo o Datafolha, o clube é o segundo que mais tenta esse tipo de jogada, com 29,5 tentativas por jogo.

    As jogadas pelas laterais são fundamentais no futebol moderno e são elas que diferenciam o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo daquele comandado por Caio Junior.

    É claro que Vanderlei pôde trabalhar com jogadores de melhor qualidade dos que foram oferecidos para o técnico que o antecedeu. No entanto, independentemente da questão qualitativa dos jogadores é importante observar que com Caio Junior o Palmeiras não chegava ao fundo, não tinha jogado pelas laterais. Consequentemente não havia cruzamentos e gols de cabeça.

    Com Caio Junior, Leandro era um lateral apenas modesto, não avançava. Valmir quando jogava como titular passava do meio campo, mas não sabia o que fazer com a bola.

    Pela direita, Wendel, volante improvisado como lateral, se preocupava mais com a marcação do que com a questão ofensiva.

    Hoje o Palmeiras tem dois bons laterais. Elder Granja é muito eficiente nos cruzamentos e Leandro voltou a ser agudo.

    Com a forte marcação pelo meio, a jogada pelos lados representam o desafogo do time e uma maneira eficiente da bola chegar aos atacantes.

    O time que não tem bons laterais está longe de ter sucesso no futebol moderno.

    Luxemburgo sabe que o segredo está nas beiradas.

  5. 28/04/2008

    ALVIVERDE IMPONENTE!



    O Palmeiras, com merecimento, já pode comemorar o título paulista. O time de Luxemburgo jogou apenas para o “gasto” em Campinas, o suficiente para garantir o título.

    O Palmeiras merece ser campeão porque se preparou pra isso. Um clube sedento de títulos, tratou de fazer uma parceria cujo investimento trouxe ao Palestra Itália o melhor técnico do Brasil.

    Luxemburgo sabe como poucos escolher as peças mais qualificadas e encaixá-las no esquema tático.

    Méritos para Vanderlei que apostou e recuperou o goleiro Marcos, novamente em forma, de novo, o melhor goleiro do Brasil.

    Méritos para Vanderlei que soube equilibrar o time como dois bons laterais, Elder Granja e Leandro, que voltou a ser o Leandro dos melhores momentos do Cruzeiro, também sob o comando de Luxemburgo. Dois bons volantes, sendo Pierre especialista na arte de proteger a defesa. Dois bons meias. Diego Souza e Valdivia. É claro que Diego Souza ainda pode jogar mais. E dois bons atacantes. Kleber também foi um achado e Alex Mineiro sabe fazer gols.

    Méritos para Vanderlei que trouxe a “jóia rara” Henrique, zagueiro com qualidade para um dia chegar a Seleção. Apostou em Léo Lima, fora das finais, mas que se encontrou na posição de segundo volante.

    O Palmeiras merece ser campeão porque tem mais time do que a Ponte Preta, e porque a Ponte Preta no primeiro jogo decisivo não honrou o seu bem mais precioso, a torcida.

    Os pontepretanos que lotaram o Majestoso queriam ver um time vibrante, com raça e determinação. Saíram frustrados, menos pelo resultado, e mais pela falta de coragem da equipe.

    A Ponte não foi nem sombra do time determinado e aguerrido que chegou as finais.

    Os jogadores sentiram o peso de uma decisão. Afrouxaram-se no momento mais importante do campeonato.

    Por mais que os desfalques pontepretanos, Renato, Elias, Eduardo Arroz, e César, fizessem falta e fizeram, o que se esperava era um time com o mínimo de garra, o que não aconteceu.

    A maravilhosa torcida da Macaca merecia mais.

    Nada que tire os méritos do Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. Um time que se preparou para ser campeão paulista e o será.

    O que se espera é que no segundo jogo, no Palestra Itália, a Ponte possa jogar com um pouco mais de vibração para valorizar ainda mais o título palmeirense.

    Título conquistado com méritos. Fruto de um ótimo trabalho.

  6. 25/04/2008

    ELE FAZ A DIFERENÇA!



    Para o meu jeito de ver futebol ,Valdivia está longe de ser um craque. Muito menos tem a capacidade de fazer magias com a bola nos pés. Não há dúvidas, no entanto, de que se trata de um jogador acima da média. Talvez não fosse titular em outros times do Palmeiras como aqueles de 93,94 e 96, Luxemburgo mesmo, em conversas informais, reconhece isso, mas certamente é fundamental para o atual time do comandante alviverde.

    Vamos aos fatos: na primeira semifinal entre Palmeiras e São Paulo no Morumbi, Valdivia foi anulado por Zé Luis e o tricolor paulista saiu vitorioso. A anulação de Valdivia teve interferência direta no resultado do jogo, independentemente de entrarmos no mérito da questão sobre os erros de arbitragem.

    No segundo jogo no Palestra Itália, Zé Luís estava suspenso e Fabio Santos ficou encarregado de substituí-lo na função de marcar o meia palmeirense. Não deu conta do recado e o Palmeiras obteve sucesso.

    Uso o raciocínio para exemplificar como o comportamento de Valdivia será fundamental para a definição do título paulista nos confrontos entre Palmeiras e Ponte Preta nas finais da competição.

    Sérgio Guedes, treinador da Ponte, sabe disso, e a exemplo do que fez o Sport, no 0x0 na Copa do Brasil e o São Paulo na primeira partida da semifinal, deverá intensificar a marcação sobre Valdivia.

    O treinador da Ponte faz mistério na escalação. No entanto não é difícil imaginar que com a ausência dos dois principais jogadores, Elias e Renato, deva escalar um time com forte poder de marcação, com três volantes, Deda, Bilica e Ricardo Conceição e três atacantes, Danilo Neco, Luis Ricardo e Wanderley, para dar velocidade nos contra ataques. Certamente um dos volantes terá a missão de vigiar Valdivia de perto.

    O Palmeiras terá que criar alternativas. Diego Souza não está bem. Precisa de mais movimentação. As jogadas pelas laterais com Leandro e Elder Granja podem fazer a diferença, tendo em vista que pelo meio o jogo estará congestionado.

    A ausência de Léo Lima,machucado, também é um complicador para o Palmeiras. O jogador, na posição de volante, representa um desafogo para o time, na qualidade da saída de bola. Como Martinez está suspenso, não há outro jogador com condições para fazer essa função.

    Imagino o jogo dessa forma. Muita marcação e velocidade por parte da Ponte Preta, que precisa inverter o resultado, e cadência e qualidade técnica por parte do Palmeiras.

    Valdivia será fundamental. É hora de provar que mesmo sob forte marcação tem capacidade para fazer a diferença.

  7. 25/04/2008

    POR MARCOS SILVEIRA.

    Futebol & Negócio – http://futebolnegocio.wordpress.com

    Nesta quinta-feira (24/04), a Grêmio TV comemora 1 ano da primeira transmissão ao vivo pela Internet, que ocorreu em 24 de abril de 2007, na pré-hora do jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores.



    Pioneirismo: Grêmio TV entrou no ar em março de 2006

    Naquele dia estreou o Conversa Tricolor, um dos programas de maior sucesso da TV gremista na web. A transmissão online antes das partidas foi uma ação pioneira do Grêmio e teve recorde de acessos, reforçando o potencial da Internet, ainda pouco explorado pelos clubes brasileiros. Para comemorar o 1º ano de sucesso da iniciativa, a Grêmio TV fez uma transmissão especial ao vivo na tarde desta quinta-feira.



    Quer pagar quanto? – Grêmio TV tem caído nas graças da torcida gremista, que não paga nada pelo serviço (foto: site do Grêmio)

    Ao contrário das TVs de Flamengo e Corinthians, lançadas este ano, a Grêmio TV é grátis. Qualquer pessoa que tenha Internet pode acessar a programação. Essa diferença talvez explique o sucesso e a repercussão da “emissora gremista” junto aos torcedores.

    Uma das grandes sacadas da Grêmio TV foi transmitir (também ao vivo) a reunião do Conselho Deliberativo de 28 de março último, que escolheu a proposta do consórcio português TBZ para construir a nova arena do clube no bairro Humaitá.

    Entre os programas disponíveis na Grêmio TV vale destacar o GrêmioMania (que mostra produtos licenciados e novidades da loja do clube), o GrêmioNews (com notícias e entrevistas diárias) e, mais recentemente, o Grêmio Arena (semanal, com informações sobre a construção do novo estádio).

    Em breve devem estrear mais dois programas: Base Gremista (sobre as categorias de base) e Tricontando (que vai abrir espaço para as mulheres).

    Duas parcerias foram fundamentais para viabilizar a Grêmio TV: uma com a PGM, produtora de video responsável pela captação de imagens e pelo estúdio de TV, e outra com a Hot Media, responsável pelo suporte tecnológico das transmissões online.

    Não há dúvida de que a Grêmio TV merece muitos elogios, principalmente pelo pioneirismo e pela ousadia da iniciativa, mas faço aqui algumas críticas construtivas:

    As vinhetas e os cenários poderiam ser mais bonitos e bem elaborados, à altura da importância do Grêmio.
    Deveria haver uma opção de busca dos videos, por data ou programa, para facilitar o trabalho do internauta.
    A versão em inglês do GrêmioNews precisa ser repensada. Tenho certeza de que a intenção foi das melhores, mas a pronúncia da repórter não ajudou muito.
    Enfim, acredito que o saldo da Grêmio TV seja amplamente positivo e espero que outros clubes tenham a mesma preocupação em se comunicar com o seu torcedor.

    E você, leitor, o que acha das TVs de clubes na Internet? Elas devem ser pagas (como Fla TV e Timão TV) ou não (como a Grêmio TV)?

  8. 24/04/2008

    CONTROLE REMOTO.



    Em tempos de futebol total pela TV, o desafio é ter habilidade para manusear o controle remoto e não perder um só lance no cardápio variado de atrações.

    Depois do Arena Sportv, ao lado de Cleber Machado, Fernando Barbosa e Fabinho Sanches, assisti aos primeiros minutos da vitória do surpreendente Corinthians de Alagoas sobre o Juventude pela Copa do Brasil.

    Ao time de Zetti, com a cabeça na final do gauchão contra o Internacional, resta o consolo de saber que haverá o jogo da volta em Caxias, mesmo sabendo que 2x0 é um resultado quase impossível de ser revertido na Copa do Brasil.

    Quase impossível, como mostraria mais tarde o Internacional.

    Um zap no controle remoto nos levou a Barcelona, onde o time do mágico Messi recebia o fantástico Manchester de Cristiano Ronaldo pela Liga dos Campeões.

    “É o melhor do mundo!” – disse o amigo Fabinho sem nenhuma dúvida, se referindo a Cristiano Ronaldo, momentos antes do atacante português desperdiçar o pênalti que daria a vitória aos ingleses.

    O Barcelona é um time muito técnico, que peca por insistir em troca de passes pelo meio da defesa adversária.

    O Manchester não jogou bem, se limitou a se defender e às vezes contra atacar. Os ingleses têm mais qualidade e repertório para chegarem a final.

    Contra Liverpool ou Chelsea? Eis a questão?

    Acredito na força e na garra do time da terra dos Beatles.

    Já na redação acompanhei ao jogo entre Botafogo e Portuguesa.

    Deu a lógica.

    O time de Cuca é bem armado e melhor tecnicamente do que a Lusa de Benazzi.

    Golaço de Lucio Flavio e Botafogo na próxima fase.

    Observação: estou convencido que o hino da torcida botafoguense: “e ninguém cala. esse nosso amor.....”, é o mais bonito entre as torcidas do Brasil, com todo respeito aos demais.

    Em casa, vi o gol de falta do goleiro Bruno na vitória do Flamengo sobre o Coronel Bolognesi.

    O time rubro negro segue forte na briga pela Libertadores e pelo título estadual. Tem time para conquistar as duas competições. Resta saber o quanto influenciará a saída de Joel Santana, de malas prontas para a África do Sul, e a chegada de um novo treinador.

    Na seqüência me dividi em ver o São Paulo contra o Atlético Nacional e o Vasco contra o Criciúma.

    Queria mesmo era assistir a façanha do Internacional sobre o Paraná. Vitória 5x1 de virada. Jogo histórico que dá ao time de Abel Braga fôlego necessário para seguir como favorito na Copa do Brasil e no campeonato gaúcho.

    O São Paulo mais uma vez venceu, mas não convenceu.

    Vitória que dá um pouco mais de tranqüilidade ao intranqüilo Murici Ramalho.

    O Nacional do Uruguai é adversário dos mais complicados, tem camisa, tradição, não perdeu em Montevidéu na fase de classificação, mas não é nada que possa tirar o sono do tricolor paulista, que tem time para ir adiante.

    Vi o golaço de Edmundo contra o Criciúma.

    O Vasco melhorou no comando de Antônio Lopes, mas é um time que terá sempre que superar os próprios limites para chegar mais longe, a não ser que reforços de qualidade sejam contratados.



    Vi também os gols da vitória do Náutico sobre o Atlético Mineiro por 3x2.

    Bom resultado para o Galo que precisará apenas vencer por 1x0, no jogo da volta para conseguir a classificação.

    Depois da rodada: os confrontos definidos para as oitavas da Libertadores:

    O Cruzeiro terá a missão mais inglória. Cruzar com o Boca, quase desclassificado, e a exemplo do ano passado, ressuscitado, era o que de pior poderia acontecer.

    O time de Adilson Batista, ao lado do Fluminense, foi o que mais me agradou na primeira fase.

    Tecnicamente é um dos melhores times do Brasil na atualidade. O problema é que só a técnica não será suficiente contra o Boca. Dos brasileiros, é o que terá mais dificuldades para seguir adiante.

    Azar de uns, sorte de outros.

    O Santos, por exemplo, deve agradecer ao fato de novamente enfrentar o Cúcuta. Time que já enfrentou duas vezes na fase de grupos com uma vitória e um empate. Mesmo com um time limitado, a equipe de Emerson Leão tem condições de se classificar.

    O Fluminense também deve passar pelas oitavas. Vai pegar o Atlético Nacional, um time chato, mas apenas razoável.

    Apostaria em: São Paulo, Flamengo, River Plate, Atlas, Fluminense, Estudiantes, Santos e Boca nas Quartas de final.

    E hoje tem Palmeiras x Sport.

    Viva o controle remoto!

  9. 22/04/2008



    BOA NORI!!

    O texto é brilhante. Peço a autorização do amigo Mauricio Noriega, o comentarista que mais enxerga no Brasil para publicá-lo.

    O LADO ESTÚPIDO

    DA RIVALIDADE

    ENTRE CARTOLAS


    Ultrapassou qualquer limite do ridículo e da estupidez a rivalidade movida a picuinhas entre dirigentes do Palmeiras e do São Paulo. Antes de falar sobre o tema, que fique claro: o ocorrido no vestiário dos visitantes do estádio Palestra Itália merece investigação rigorosa e punição exemplar aos responsáveis pela atitude jurássica, mas que ainda é muito mais frequente do que se imagina no futebol brasileiro.
    Voltemos ao tema das picuinhas entre tricolores e alviverdes. Há uma enorme parcela de culpa do lado mais fofoqueiro e menos responsável da impresa paulista. Uma parcela que adora dar voz a personagens periféricos como Marco Aurélio Cunha e Toninho Cecílio, ávida que é, esta parcela, por uma polêmcia vazia, dada a falta de capacidade de procurar assunto relevante. Uma parcela da imprensa que usa de maneira irresponsável o termo guerra, que adora fazer jogo de palavras com declarações de um lado e de outro e, cada vez mais, se afasta do objetivo principal da função: informar e opinar com isenção e resposabilidade.
    Os jovens torcedores de Palmeiras e São Paulo que não se entusiasmem muito na defesa de suas cores nesse debate de estupidez, porque não existem santos em ambos os lados dessa trincheira de imbecilidades. O passado de ambos condena. Os homens que hoje comandam os destinos dessas duas instituições ainda parecem contaminados por uma história mal resolvida dos tempos da Segunda Guerra, quando, afirmam os então palestrinos, que o São Paulo trabalhou para tentar interromper as atividades do clube, pelo nome e a ligação evidente com a pátria do regime de Mussolini, integrante das forças do Eixo. O argumento dos verdes era de que o São Paulo queria se apropriar das instalações do clube. Os tricolores negam. Isso ainda não foi digerido por ambas as partes e hoje alimenta uma rivalidade idiota, que ultrapassa os limites da disputa sadia. O Palmeiras sonha com o espaço que o São Paulo conquistou, e o São Paulo identifica no Palmeiras um rival capaz de ocupar esse espaço. Está feito o roteiro de uma ópera bufa, que escancara uma absurda arrogância de ambas as partes.
    A história mostra que tanto dirigentes do Palmeiras como do São Paulo já aprontaram das boas. Havia um falecido policial civil de cargo importante, cartola do Palmeiras e dirigente de federação, que assistia aos jogos dentro de campo e desferia impropérios e ameaças contra bandeirinhas e juízes, ciente de que sua "autoridade" era sinônimo de impunidade. Em 1981, num jogo contra o Botafogo, pelo Brasileirão, o São Paulo deu acesso ao campo a boa parte de seu Conselho Deliberativo, que, no gramado do Morumbi, pressionou arbitragem e jogadores do Botafogo até conseguir a virada por 3 a 2. As imagens da TV mostram uma horda cercando o campo de jogo. O Palmeiras dos tempos de Felipão escalava seguranças como gandulas para intimidar e provocar os adversários, e um deles até brigou com Marcelinho Carioca, do Corinthians, em um clássico. Num São Paulo x Fluminense em 1986 (essa quem me confirmou foi o Muller), seguranças do São Paulo agrediram a vassouradas os jogadores do Fluminense no túnel de acesso ao vestiário do Morumbi. Não raro, nos acessos de jogadores aos vestiários de Palestra Itália e Morumbi, jogadores são ameaçados e agredidos a cusparadas, sem contar xingamentos e todo tipo de ameaças.
    Ou seja, não tem santo nessa história. Como não tem santo em time algum como dirigente do futebol brasileiro. Por aqui ainda reza a lógica do falso malandro, aquele que se acha mais esperto. Que permite que torcedor entre em ônbius de jogador e viaje no mesmo avião apenas para intimidar. Que passa informação priviliegiada a torcedor sobre comportamento de atleta e autoriza certo tipo de protesto. Que paga ingresso para torcedor e dá dinheiro para não ser vaiado. Que manda pintar vestiário na véspera de jogo, coloca escorpião, corta a água quente, manda soltar rojão na porta de hotel, essas coisas que provam que existe pouca diferença entre a raça humana e os primatas. Coisa de um genezinho besta.
    O que falta é punição exemplar. O que falta é discernimento para certo tipo de dirigente de futebol que se acha mais importante que a instituição que representa. O que falta é capacidade de compreender que futebol é apenas um jogo, um baita de um jogo, mas que não vale a vida e nem a morte de ninguém. O que falta é educação para receber bem o advesário. Os vestiários de visitantes nos estádios brasileiros são um acinte, uma vergonha.
    Portanto, já passou da hora das pessoas de bem que militam em São Paulo e Palmeiras - e felizmente elas existem - darem um basta nessa picuinha idiota e se comportarem pelo menos à altura das tradições desses dois clubes e de dirigentes de mais estofo e categoria que os sucederam. Os excessos de hoje precisam ser punidos para que os do passado sejam, finalmente, esquecidos, e não voltemos a falar desse tema no futuro.

  10. 22/04/2008

    MACACA GIGANTE!



    É impossível morar em Campinas sem se apaixonar pela Ponte Preta.

    É claro que nessa máxima não se incluem os torcedores do Guarani.

    Embora um clube não possa viver sem o outro.

    A imensa rivalidade é o fermento fundamental no crescimento histórico das duas agremiações.

    Quero falar da Associação Atlética Ponte Preta.

    O clube que no dia 11 de agosto completará 108 anos de existência.

    Que teve como nome e fonte de inspiração a velha ponte pintada de preto que deu nome ao bairro e ao clube.

    Aprendi em Campinas, convivendo com os pontepretanos que paixão não se escolhe, simplesmente acontece.

    A paixão do torcedor pontepretano é inigualável.

    O amor é incondicional.

    O coração alvinegro é gigante.

    Como o coração de Conceição, torcedora símbolo, que quase parou, mas graças a Deus resistiu para ver a Ponte Preta em mais uma final.

    E não importa se a Ponte em sua história centenária só tenha conquistado um título importante, o da segunda divisão em 69.

    Os quatro vice campeonatos estaduais em 70, 77,79 e 81 valeram mais do que uma conquista de Copa do Mundo.

    Para o pontepretano, o que vale mesmo é ver a Ponte em campo demonstrando o seu valor.

    É ver a Ponte viva e ela jamais morrerá.

    Já está imortalizada nos versos do amigo Renato Silva, que de onde quer que esteja também se emociona com o momento da Ponte.

    Ponte Preta cujo estandarte desfraldado é preto e branco.

    Cuja camisa com a faixa no peito é uma das mais respeitadas do mundo.

    Ponte Preta inflamante.

    Ponte Preta que é pura emoção.

    Ponte Preta vibrante.

    Raça de campeão.




    Ponte Preta que tem como alçapão o estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, construído tijolo por tijolo pelas mãos dos próprios torcedores.

    Torcida que é o verdadeiro patrimônio do clube.

    Que faz do nome da Ponte uma glória, que acompanha o time sempre, sempre, na derrota ou na vitória.

    És amada Ponte Preta.

    Orgulho de nossa terra

    Ponte Preta de paz.

    Ponte Preta de guerra.

    Ponte Preta que está novamente numa final de campeonato.

    Não importa o que aconteça.

    Não importa o resultado.

    O que importa mais uma vez é gritar para o mundo inteiro que o amor pela Macaca é gigante.

sobre o blog

Sou Jornalista há quase 15 anos. Me formei no rádio esportivo, o qual considero escola de grandes craques do Jornalismo. Além do microfone, sou apaixonado pelo jornalismo esportivo e pelo esporte, especialmente o futebol. Amo Itapira, minha cidade de criação no interior de São Paulo. Minha familia: Carlos , Zélia, Eduardo, Rogéria e Pietro. Tenho orgulho de fazer parte do time do Sportv e espero que me ajudem a fazer deste blog um espaço inteligente para o debate de alto nível.

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